Pequeno balanço de 2011

3 anos de blog.

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O ano que passou foi sem igual. Tão singular quanto os anteriores e, por isso, em certa medida, igual a eles.

Melhor? Pior? Não. Diferente.

Cruzei algumas tempestades, mas muitas águas calmas e tranquilas, exatamente isso que possibilitou o barco de seguir em frente. Portos seguros e ondas revoltas: 2011 foi uma grande experiência de navegação – isso digo eu que de marinheiro não tenho nada.

Tempo de esforço, horas dedicadas ao estudo daquilo que decidi ser o objetivo de minha vida: o Jornalismo. Em maiúscula mesmo, que vai na contramão de muito o que vemos por aí. Trilha difícil, fardos pesados. Pessoas ruins e desagradáveis, penso eu que ainda não encontraram seu caminho. Mas, em contrapartida, foi o tempo de novas leituras, de redescobrir – e descobrir – amigos e amigas fiéis, valorosos. De enfrentar traições, de mediar conflitos. Foi o tempo da revolta, da insurreição, do não deixar barato, de dar a volta por cima.

E decepcionar-se. Com as pessoas, com a faculdade, com o mundo. E com os jornais. E com o vendedor de revistas.

Foi o tempo de falar e de ser ouvido. De brilhar e apagar. De rir e (por que não?) chorar. De rir quando não pudia. De rir até a barriga doer e olho encher d’água. De comemorar e lamentar. De brindar as vitórias e apontar os erros. E ser apontado. E apontar os outros. Abraçar e beijar calorosamente. Tempo de amores e paixões. Cuspir palavras duras, ásperas. Foi tempo do desprezo, da calúnia, da covardia. E do querer-bem, da amizade, do carinho, do respeito. Foi o tempo de ferir. E ser ferido. De construir, derrubar, desconstruir, rascunhar, planejar o futuro incerto.

Foi o tempo de domar o indomável. Pelo feito e, principalmente, pelo não feito. Ou pelo mal-feito, ou pelo bem-feito.

Agora é tempo de desejar, prometer aquilo que cumpriremos e aquilo que trancaremos na  última gaveta. Tempo de descartar. De reciclar. De repensar. De arrepender-se ou de se confirmar. Tempo de agarrar esperanças para o ano vindouro. Tempo de esperar, de registrar e de lembrar. Tempo de oportunidades.

Tempo de relembrar o colégio que não volta. A faculdade que chega ao meio. E ao mundo do trabalho que se aproxima.

E de lembrar que mais um ano se foi e mais um se aproxima. Óbvio? Tão óbvio que não percebemos: o tempo passa. Todo o ano é diferente mas é igual. É igual mas é diferente. Se não partir de nós a mudança não espere do outro. Nunca espere do outro aquilo que deve vir de você. Nem espere do outro o que é do outro. Dois mil e onze me comprovou algumas teses. Amigos verdadeiros sabem apontar erros. E, se for esperto, você mudará.

Mudar é difícil. Mas permanecer pode ter um custo muito alto. Preço que não devemos pagar. E não podemos.

Estes são meus votos para 2012: mudanças. Que o errado mude, corrija-se. Para assim termos um ano verdadeiramente transformado.

Que as mudanças sejam para melhor. Sempre. E, aqui agradeço,  a todos os familiares e grandes amigos e amigas que percorreram comigo 2011. E 2010. E 2009…Os quais espero que permaneçam comigo, aliviando os fardos da longa caminhada, ajudando a manobrar o barco em meio à tempestade e estejam ao meu lado para compartilhar os louros das enormes vitórias ainda por conquistar e para chorar os inevitáveis fracassos.

Dedico aquilo que foi excelente em 2011 aos verdadeiros amigos, vocês me proporcionaram momentos inesquecíveis. Tenham todos uma excelente virada de ano.

Um enorme abraço,

Disimo

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Sobre Diego Moura

Jornalista com experiência em comunicação corporativa na área de mineração e assessoria de imprensa em organização pública. Um dos autores do livro-reportagem "Não foram apenas as unhas - As mulheres no inferno da ditadura". Atualmente, tem interesse em trabalhos em redação e cobertura jornalística. É autor do blog "Textos para pensar".
Esse post foi publicado em Projetos Mackenzistas, Sobre o Blog, Vida do Disimo. Bookmark o link permanente.

4 respostas para Pequeno balanço de 2011

  1. Tudo que o senhor escreveu que aconteceu em seu ano, entre acertos e erros, quedas e vôos, se resume a uma palavra: viver. Quando olhamos para trás e percebemos que, em síntese, foi isso que fizemos, sentimos que valeu a pena. É isso. O que realmente vale a pena nesta vida é (quase) nada mais que isso.

    Baita texto. Abração, meu caro!

    • Disimo disse:

      Assino embaixo, meu amigo. Viver…com o tropeço e o acerto de cada dia vamos seguindo.
      Obrigado por enriquecer o texto com mais um de seus belíssimos comentários! Abração

  2. Gilmar disse:

    Pô Disimo, 22 de janeiro e nada de post novo…

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