40 anos. E o senhor ainda se lembra?

Os fãs de Chaves logo de cara reconhecem a indagação que dá título a esse post. Sempre que queriam apontar os “muitissíssimos” anos de alguém- geralmente do Seu Madruga – ao lembrar um fato da juventude, utilizam-se do “e ainda se lembra?”. Pois é, faz 40 anos que o grande “El Chavo del Ocho” foi criado! Exibido em 1971 e ainda hoje consegue arrancar risos de pessoas de todas as idades – inclusive de mim (já decorei 95% das falas de todos os episódios e é impressionante: choro de rir com a maioria dos episódios). Recentemente, o criador, Roberto Gomes Bolaños, fez um Twitter que já conta com mais de 720 mil seguidores.

Veja as informações completas:

Do 24 Horas News

21/06/2011 – 20h45
‘Chaves’, o menino eterno da TV mexicana, faz 40 anos
Da AFP

Há 40 anos estreava na televisão mexicana Chaves, um modesto programa de comédia que contava as aventuras de um menino órfão que morava em um barril, uma história que não parecia destinada ao sucesso, mas que se tornou um ícone da cultura latino-americana.

O primeiro episódio do personagem criado por Roberto Gómez Bolaños, que o interpretava, foi exibido em 20 de junho de 1971 e ficou no ar até 1995. Apesar de, desde então, não se voltarem a gravar episódios, quase “sem querer querendo” (uma de suas frases lapidares), ele se tornou um dos personagens latino-americanos mais conhecidos no mundo.

Seu autor, agora com 82 anos, recebe mensagens de cumprimento através de sua conta no microblog Twitter, aberta no fim de maio e que já tem um milhão de seguidores. Os parabéns vêm sobretudo da América Latina, mas também em holandês (dirigidas ao De Jongen van Nummer 8), e alemão (ao Der Junge aus der 8), em português (Chaves) e até em japonês.

Graças à televisão via satélite, os episódios de Chaves e outros congêneres também criados pelo prolífico Bolaños, como a paródia de super-herói Chapolim Colorado, atravessaram fronteiras.

Gómez Bolaños sempre interpretou Chaves no pátio de uma vizinhança pobre como os que abundam na Cidade do México, onde várias famílias compartilham instalações como banheiros, entrada e área de serviço, e onde o menino órfão se escondia em um barril para que ninguém o visse chorar.

Ao lado dele, seus companheiros também ganharam fama: María Antonieta de las Nieves no papel de Chiquinha; Ramón Valdez, falecido em 1988, intérprete de Seu Madruga; Carlos Villagrán como Quico; Rubén Aguirre, o professor Jirafales; Edgar Vivar, o Nhonho, e a dona Florinda, interpretada pela mulher do autor, Florinda Meza.

A popularidade do programa é demonstrada pelo fato de que é um dos mais falsificados, segundo relatório publicado em maio no México. “Os informes nos mostram que o conteúdo latino-americano que mais é pirateado, o que mais é roubado, é o de Roberto Gómez Bolaños”, destacou a Motion Pictures Associated (MPA).

CChaves – no original El Chavo del ocho, assim chamado por causa do canal de televisão onde foi exibido inicialmente – arrebatava na década de 1980, 350 milhões de telespectadores por semana, com traduções para mais de 50 idiomas e transmissões em países tão longínquos como China, Japão, Coreia, Tailândia, Marrocos, Grécia e Angola.

A acolhida abriu caminho para a criação de uma revista em quadrinhos, em 1974. Em 2006, a rede Televisa reviveu os personagens em um programa de desenho animado e este ano estreou, na Cidade do México, uma peça de teatro inspirada na história.

Apesar do sucesso no exterior, Chaves, que nunca conseguiu dizer seu verdadeiro nome ou endereço porque sempre outro personagem o interrompia, desviando a conversa, nunca foi isento de críticas no México.

No começo, os setores mais abastados o consideravam pouco apto para as crianças e suspeitamente vinculado à cultura popular para ser educativo. “Mas Chaves sempre defendeu valores como a honestidade, a solidariedade, a simplicidade”, defendeu-se Gómez Bolaños, em entrevista concedida em 2005.

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Sobre Diego Moura

Jornalista com experiência em comunicação corporativa na área de mineração e assessoria de imprensa em organização pública. Um dos autores do livro-reportagem "Não foram apenas as unhas - As mulheres no inferno da ditadura". Atualmente, tem interesse em trabalhos em redação e cobertura jornalística. É autor do blog "Textos para pensar".
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