Julian Assange é libertado

Da BBC Brasil

Justiça britânica rejeita recurso e concede liberdade sob fiança a Assange

A Justiça britânica confirmou nesta quinta-feira a concessão de liberdade sob fiança ao fundador do site WikiLeaks, o australiano Julian Assange, que está detido em Londres desde a semana passada, acusado de supostos crimes sexuais na Suécia.

Um recurso apresentado na última terça-feira contra a libertação do ativista foi negado pela Corte.

Ao contrário do que foi divulgado anteriormente, a Procuradoria sueca disse nesta quinta-feira não ser responsável pelo recurso contra a libertação e que a questão “era puramente uma decisão britânica”.

Em entrevista coletiva, Mark Stephens, advogado de Assange, disse que não sabe quem apresentou o recurso. “Nos disseram que tinham sido os suecos, mas eles negaram. A promotoria (britânica) também negou. Precisamos nos perguntar quem foi, talvez essa pergunta seja respondida nos próximos dias.”

O dinheiro da fiança estabelecida previamente – 240 mil libras (cerca de R$ 640 mil) – já havia sido obtido com apoiadores do fundador do WikiLeaks, de acordo com Stephens.

Sob as condições da fiança que haviam sido estabelecidas previamente, Assange deve ser monitorado eletronicamente. Ele ficará abrigado em uma casa de campo no leste da Inglaterra, que pertence a um de seus apoiadores, e terá de reportar-se à polícia diariamente.

O site de Assange recentemente despertou a ira dos Estados Unidos ao divulgar cerca de 250 mil telegramas diplomáticos do país.

Acusações

Os supostos crimes teriam sido cometidos na Suécia. Assange nega as acusações e alega que elas têm motivação política.

Na terça-feira, a advogada Gemma Lindfield, atuando em nome da polícia sueca, disse que uma das supostas vítimas acusa Assange de tê-la forçado a fazer sexo com ele sem camisinha.

A mesma mulher acusa Assange de, alguns dias após o incidente, tê-la molestado de forma a “violar sua integridade sexual”.

Uma segunda mulher acusa Assange de ter feito sexo com ela, também sem preservativo, enquanto ela dormia, em Estocolmo. Na Suécia, este tipo de crime pode levar a condenações de até seis anos de prisão.

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Sobre Diego Moura

Jornalista com experiência em comunicação corporativa na área de mineração e assessoria de imprensa em organização pública. Um dos autores do livro-reportagem "Não foram apenas as unhas - As mulheres no inferno da ditadura". Atualmente, tem interesse em trabalhos em redação e cobertura jornalística. É autor do blog "Textos para pensar".
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