Outra visão dos fatos

Reproduzo aqui dois comentários, que se somam, da amiga, leitora e escritora, Monique Buzatto, do Blog Papo de Menina. Mackenzista desde criancinha, traz uma visão diferente do que viemos comentando esses dias. Ela nos fornece uma outra forma de pensar no assunto.

Hummmmmm…

Posso falar?
Não se acaba com uma tradição de milhares de anos da noite pro dia.
Quando as pessoas entram no Mackenzie, elas têm noção de que os valores ali praticados são presbiterianos.

Sério, sério mesmo, você esperava algo diferente a este respeito????

O fato não quer dizer que eles vão recriminar homossexuais, ou eles não teriam quorum para os cursos deles. Quer dizer, simplesmente, que eles não vão abrir mão dos valores MORAIS e ERLIGIOSOS deles.
Esperar que fosse diferente seria como esperar que o Bento XVI aceitasse o casamento gay.

Pense nisso.”

Não estou defendendo a “posição anti-lei-homofóbica” que eles adotam.Tente entender com outra lógica:
Eu sou a favor da legalização do aborto, mas sou contra O aborto.
São coisas completamente diferentes.

Liberdade de expressão é um direito constitucional.

O Brasil, apesar de ser um Estado laico, possui instituições religiosas. O Mack é uma universidade presbiteriana, mas mais ainda, é CONFESSIONAL. Isso está no seu contrato de prestação de serviços, está na carta de princípios, está na ética mackenzista que você respira.
Todo mundo sabe que a Igreja Presbiteriana determina os princípios da Universidade.

Sendo confessionais, eles deixam claro que há princípios religiosos que ditam as cartas de princípios e o método de trabalho deles.

O fato de o chanceler se declarar contra A LEI da homofobia, apenas deixa clara a sua posição a respeito desses princípios que eles querem pregar. Isso não significa que eles querem que todos acatem os princípios, ou eles obrigariam todos a frequentarem missas. O que não acontece. Você, estudante de jornalismo, tem o DIREITO de ser ateu, se quiser, numa universidade presbiteriana. Mas você não pode simplesmente ignorar que os princípios deles imperam lá dentro, porque você sempre soube da existência deles.

De volta à minha comparação com a posição contra ou a favor do aborto, as pessoas exageram nas coisas.

Claro que o Estado deu uma eloquência imensa à carta, mas com isso eles querem simplesmente dizer:
“Vejam bem, nós somos presbiterianos e gostaríamos de continuar pregando os nossos princípios, nas nossas Igrejas e nas nossas aulas do Colégio, da maneira como sempre pregamos, sem sermos processados por “homofobia”.”

É uma instituição que AINDA tem princípios e está simplesmente declarando seu direito de defendê-los.

Não é um ataque os gays, ou metade dos cursos deles perderiam o quorum. É, pelo que eu entendi do texto (e eu entendo um pouquinho de textos e do Mackenzie, sem soar arrogante, please), uma instituição que está querendo exercer seu DIREITO de pregar a sua ética.

Quem quiser, que compre. Ou não.
Mas que eles têm esse direito, eles têm.
Beijos ;*

——–

Os comentários juntamente com minhas “réplicas” você vê clicando aqui.

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Sobre Diego Moura

Jornalista com experiência em comunicação corporativa na área de mineração e assessoria de imprensa em organização pública. Um dos autores do livro-reportagem "Não foram apenas as unhas - As mulheres no inferno da ditadura". Atualmente, tem interesse em trabalhos em redação e cobertura jornalística. É autor do blog "Textos para pensar".
Esse post foi publicado em Cotidiano, Cultura, Projetos Mackenzistas e marcado , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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