Praticar também ensina, e muito

O conhecimento que estou adquirindo durante a universidade é gigantesco. E, apesar da boa teoria ensinada, a prática conta muito. E é por meio de trabalhos práticos que essa preciosa instrução vem, pois conseguimos aliar ambas as formas de conhecimento citadas acima.

Esse post é curtinho e reflexo de um final de semana dedicado exclusivamente à diversão. Como disse a um amigo agora há pouco: sábado e domingo foram intelectualmente imprestáveis. Mas, brincadeiras à parte, gostaria de dividir com vocês uma experiência muito interessante que ocorreu na sexta-feira à tarde.

Eu e minha dupla estamos escrevendo uma reportagem para uma de nossas disciplinas, a qual selecionará textos que farão parte de um jornal laboratório. Nossa pauta prevê a entrevista com comerciantes ambulantes do entorno do Mackenzie.

Como já tínhamos fotografado alguns deles para outra disciplina, soubemos quais deles seriam mais receptivos a responder perguntas. O grande receio deles era que fôssemos da prefeitura, e eles se mostravam extremamente retraídos com a câmera, esperando que saíssemos correndo dali e chamássemos o “rapa”.

Adotamos “procedimento-padrão”: com um bloco em mãos saímos para perguntar e registrar as respostas. O primeiro ambulante não quis responder, o segundo respondeu secamente. Então chegamos à seguinte conclusão: o papel e tomar notas intimida os entrevistados nesse caso específico. Fomos fazer a prova: conversamos com a funcionária de um carro de cachorros-quentes. Primeiro com o papel na mão, ela não quis responder nada (disse que só com o dono); lamentamos com ela, guardei o bloco e começamos a perguntar aquilo que era necessário saber e registramos mentalmente tudo o que ela disse na “conversa informal”.

Ou seja, fica a dica: muitas vezes, um bate-papo informal vale muito mais do que rígidas entrevistas com papel e caneta intimidando o entrevistado e, afinal de contas, são pessoas, você se surpreende com as respostas que elas dão. E o mais importante é não pensar nas pessoas como meros números para colocar em uma reportagem: avaliar toda a carga sentimental trazida à tona do entrevistado dá um ar mais emocional à matéria, consequentemente mais humano.

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Sobre Diego Moura

Jornalista com experiência em comunicação corporativa na área de mineração e assessoria de imprensa em organização pública. Um dos autores do livro-reportagem "Não foram apenas as unhas - As mulheres no inferno da ditadura". Atualmente, tem interesse em trabalhos em redação e cobertura jornalística. É autor do blog "Textos para pensar".
Esse post foi publicado em Projetos Mackenzistas, Sobre o Blog, Vida do Disimo e marcado , , , , , , , , . Guardar link permanente.

3 respostas para Praticar também ensina, e muito

  1. Isis Nogueira disse:

    Olá

    Concordo com você. Gostei do texto e é bem reflexivo !

    Queria poder seguir seu blog, mas não achei o link.Se puder me adicione:

    isisnogueiras.blogspot.com/

    Abraços.

  2. Camila disse:

    Boa dica hein di!!
    Ah é claro…o jornalista tbm tem q ter uma boa memória para nao distorcer muito o que o entrevistado falou! rs
    bjusss

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