“A população quer respostas”, diz Mercadante

Foto: Disimo

Aloizio Mercadante durante as duas horas de sabatina no Teatro Folha, em Higienópolis

O candidato do PT ao governo paulista, Aloizio Mercadante, participou hoje pela manhã, no Teatro Folha, da sabatina promovida pelo jornal Folha de S. Paulo e pelo portal de notícias UOL. Com aproximadamente quinze minutos de antecedência, chegou sorrindo e cumprimentando aliados políticos, jornalistas, funcionários do teatro e pessoas que passavam pelo local. Pontualmente, às 11h, deu-se início ao evento com Fernando Canzian, repórter especial da Folha, Mônica Bergamo, colunista da Folha, Denise Chiarato, editora do caderno Cotidiano, e Irineu Machado, editor-executivo do UOL Notícias fazendo perguntas. Na plateia, assinantes do jornal e do provedor e políticos, como o senador Eduardo Suplicy e Arselino Tatto. Após a primeira hora, o candidato respondeu a perguntas formuladas pela plateia e enviadas por internautas.

PSDB, alternância de poder e Lula

Mercadante criticou o atual governo paulista e as gestões anteriores, disse que o estado de  São Paulo já está esgotado dos tucanos e o povo quer a mudança. Defendeu a alternância de poder, pois a classifica como “saudável para o Estado”, ainda mais onde “a oligarquia mais longa é a do PSDB”. Para ele, a vontade popular está na militância de rua e na receptividade que encontra junto ao povo durante as caminhadas. “Saio mais às ruas que outros candidatos”, referindo-se a  Geraldo Alckmin, o qual não tem feito caminhadas e eventos em locais abertos.

Durante todo o evento, citou inúmeras vezes Lula e as conquistas do governo federal nesses últimos 8 anos, procurando “colar” sua imagem à do presidente. Questionado sobre  isso, rebateu: “minha história é indissociável de Lula e do PT”.

Educação

O candidato petista não vê educação sem tecnologia. Para ele, é necessário, modernizar radicalmente esse setor. Propõe a inclusão digital nas escolas, distribuindo lap tops e criando um portal para professores. De forma ambiciosa, diz querer implantar o recebimento de boletins escolares dos alunos pelos pais por “sms” e  sugere que a presença do estudante seja comprovada por um cartão eletrônico contendo um chip. Sobre os professores, afirma que “não serão tratados com cacetetes e borrachada, mas sim, com diálogo”. Crê no fim da aprovação automática e em avaliações “reais” para estudantes e professores. “Não é reprovar. É ver onde estão as falhas e recuperar o aluno”.

Transportes

Criticou o número e as tarifas de pedágios das rodovias estaduais, propondo uma revisão dos contratos. Classificou, também, o sistema ferroviário paulista como “abandonado” e afirmou serem necessárias parcerias para restaurar as ferrovias estaduais, de vital importância para a economia e “interiorização do desenvolvimento”. Segundo Mercadante, o interior do Estado é muito mais do que um lugar para se instalar pedágios. Além disso, defendeu o TAV (Trem de Alta Velocidade) e que o alto custo da obra é um investimento válido.

Segurança pública

Defende a aproximação da Polícia Militar com a população, e melhorias no setor de inteligência da Polícia Civil. Divide os presos em quatro graus de periculosidade. Os detentos menos perigosos poderiam trabalhar e cumprir penas alternativas, que reduzem a reincidência.

Economia

Questionado sobre a venda do banco estadual Nossa Caixa, disse ser necessário ter uma instituição bancária gerida pelo Estado para intermediar com outros organismos, como o BNDES e BIRD, por exemplo. “Não necessariamente um banco comercial, mas de fomento”. Disse que durante a crise financeira, o papel dos órgãos bancários públicos foi “fundamental” na saída da turbulência econômica e que “subestimaram a reação do Brasil”.

O candidato se saiu bem nos questionamentos. Respondeu todas as perguntas e não destratou nenhum jornalista, pelo contrário, foi extremamente simpático e cortez, em

Mercadante deixando a sabatina

especial, quando falou da abertura da Copa em São Paulo, afirmando falta de ação do estado e da cidade de São Paulo. “A melhor alternativa é o Morumbi. Isso porque sou santista. Por mim a abertura seria na Vila Belmiro”, brincou. Algumas propostas muito ambiciosas, outras nem tanto: aplicáveis e necessárias.

Para saber mais sobre as iniciativas de inclusão digital de Aloizio Mercadante, clique aqui

Para assistir, na íntegra,  a sabatina, clique aqui

Fotos: Disimo
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Sobre Diego Moura

Jornalista com experiência em comunicação corporativa na área de mineração e assessoria de imprensa em organização pública. Um dos autores do livro-reportagem "Não foram apenas as unhas - As mulheres no inferno da ditadura". Atualmente, tem interesse em trabalhos em redação e cobertura jornalística. É autor do blog "Textos para pensar".
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