Adesão involuntária sempre

Sábado apague as luzes por 60 minutos

Antonio Gaspar

A população mundial está sendo convocada a integrar neste sábado, dia 28, às 20h30, da Hora do Planeta, ato simbólico, pelo qual os participantes apagam as luzes por uma hora para demonstrar preocupação com o aquecimento global e as mudanças climáticas. A ação deverá contar com a adesão de governos, empresas e pessoas físicas.
A organização ambientalista WWF está participando neste ano pela primeira vez do evento. Os organizadores esperam a adesão de mais de um bilhão de pessoas em mil cidades do mundo.
Em 2007, realizado pela primeira vez em Sidney, na Austrália, o evento contou a adesão de 2,2 milhões de pessoas. Em 2005, participaram 35 países e 400 cidades. Foram desligadas as luzes do Coliseu, em Roma, da Ponte Golden Gate, em São Francisco, da Opera House, em Sidney, entre tantos outros símbolos globais.
As cidades de São Paulo, Brasília e Porto Alegre já anunciaram a adesão ao ato. No Distrito Federal serão apagadas as luzes do Congresso, Catedral, Esplanada dos Ministérios, entre outros. Em Porto Alegre, serão desligadas as da estátua do Laçador e da Usina do Gasômetro. Em São Paulo, ficarão às escuras a Ponte Estaiada, Monumento das Bandeiras, Viaduto do Chá, Estádio do Pacaembu, Teatro Municipal, Obelisco e Parque do Ibirapuera.
“São Paulo participa pela primeira vez da Hora do Planeta por que o movimento é uma oportunidade de alertar as pessoas sobre a importância de conservação da natureza, do uso sustentável dos recursos naturais e do uso de energias limpas. É um evento de simbolismo, solidariedade e, principalmente, preocupação contra o aquecimento global”, disse o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

Só espero que a Eletropaulo não saiba disso, pois senão teremos adesão involuntária. Bom, é o que já temos há algum tempo. Luzes apagas por muito tempo.
Todos estão no escuro. Tanto faz apagar ou acender as luzes. O que importa?
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Sobre Diego Moura

Jornalista com experiência em comunicação corporativa na área de mineração e assessoria de imprensa em organização pública. Um dos autores do livro-reportagem "Não foram apenas as unhas - As mulheres no inferno da ditadura". Atualmente, tem interesse em trabalhos em redação e cobertura jornalística. É autor do blog "Textos para pensar".
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