Abaixo, reproduzo vídeo e texto da amiga Larissa Mayra sobre o descaso com o qual ela e sua mãe foram tratadas pela seguradora de saúde Unimed Paulistana.
Palavras não expressam a minha indignação e descontentamento com o desrespeito, não só ao cliente como ao próximo, por parte da Unimed Paulistana.
No dia 9 de abril de 2012, acompanhei a minha mãe – devido um tumor na cabeça – até o Hospital Oswaldo Cruz para passar no pronto-atendimento.
Chegando lá fomos informadas que o convênio Unimed Paulistana, da qual somos seguradas, não cobria o serviço solicitado.
Caso tivéssemos ido lá apenas por escolher um bom hospital, não haveria problema nenhum. A questão é que a própria Unimed nos informou que o hospital atendia pronto-atendimento e internação.
Após quase seis minutos de ligação, esperando na linha para falar com algum funcionário da Unimed, me disseram que a informação que nos foi passada estava errada. Sim, acreditem. Estava com a minha mãe em estado grave esperando atendimento no hospital e não podíamos ser atendidas por um erro do convênio. Conversei com a atendente e com sua superior durante quase trinta minutos. Nada foi solucionado. Apenas pediram desculpas em nome da empresa e indicaram dois outros hospitais próximos ao que estávamos.
Mesmo com os ânimos e emoções à flor da pele, uma vez que minha mãe precisava de atendimento com urgência, tentei manter a calma e pedir uma solução do convênio, pois não poderíamos sair sem atendimento no estado em que ela se encontrava.
Mais uma vez, nada resolvido. E, quando pensei que a situação não poderia piorar, sem saber as condições da paciente, inclusive se ela estava apta a se locomover, a atendente teve a audácia de falar: “é só atravessar a rua que já está no Santa Catarina”. Para se ter uma noção da gravidade da situação, horas depois minha mãe passou por consulta com uma neurologista no Hospital Santa Catarina e já no dia seguinte teve de ser operada com urgência. A cirurgia durou 10 horas.
Pedi para falar com seu superior. A atendente me transferiu e, após explicar o que estava acontecendo, tenho a seguinte resposta: “mas, veja bem, se a sua mãe está com um tumor na cabeça, ela deveria procurar um especialista e não um hospital.”
Agora eu pergunto: onde fica a responsabilidade por parte do convênio? Onde está o tratamento digno que os pacientes devem ter? Os atendentes estão treinados para lidar e passar informações corretas para os clientes?
A informação que nos foi passada estava errada e nós mesmas tivemos que arcar com as consequências. Ficamos cinquenta minutos na porta do hospital esperando uma solução da Unimed e nada aconteceu.
Pagamos para ter um serviço e, este mesmo serviço, não condiz com as mínimas expectativas.
Posteriormente fomos informadas que o Hospital Oswaldo Cruz não atende clientes da Unimed Paulistana, em pronto-atendimento, há quatro anos.
Como é que uma empresa que trata da saúde de seres humanos não tem nem respeito pelos mesmos?
Quero frisar que ambos os hospitais NÃO TIVERAM CULPA em nenhum momento e lembrar que minha crítica não é direcionada a eles, mas sim à Unimed Paulistana.
Portanto me vejo no dever de alertar as pessoas sobre a péssima qualidade do plano de saúde que a Unimed Paulistana oferece. Também exijo uma explicação e um posicionamento por parte da empresa, uma vez que trataram o caso como um simples erro corriqueiro.
Larissa Mayra


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